
30 anos de El
Loco Chávez
Em 26 de julho de 1975,
o jornal Clarín, de Buenos Aires, começou a publicar El Loco Chávez, a
primeira e mais longa obra conjunta de dois dos maiores nomes dos quadrinhos
argentinos: o desenhista Horacio Altuna e o roteirista
Carlos Trillo. Trata-se das aventuras de um repórter, que eram publicadas todos
os dias em 4 tiras, salvo às terças-feiras, quando saía uma estória extra do
personagem, em cores. A popularidade da tira, que começou a ser publicada em
plena ditadura militar, garantiu a sua continuidade por mais de 12
anos, sendo que em 1978, a HQ chegou a ganhar um programa de televisão, que
não ultrapassou 5 episódios. Os motivos da popularidade da série são parecidos
com os de várias criações brasileiras da mesma época: uma parábola
inteligente que conseguia refletir e falar sobre a realidade do povo argentino,
e que escapava aos censores da época. Um detalhe muito importante para que
o repórter caísse no gosto de amplas camadas da população eram as 'minas' del
Loco, sensuais mulheres que são uma das marcas de Horacio Altuna até hoje.
Vírgula, o que é 'muito fácil' de se desenvolver em álbuns; mas em tiras
diárias, e sob as condições em que nasceu, realmente, é um marco na história da
HQ sul-americana.

O Kama Sutra em
quadrinhos
Os gregos andam mesmo
se destacando em quadrinhos que misturam erotismo e bom-humor. A mais nova
associação dos temas é uma versão do Kama Sutra em quadrinhos. O que, diga-se de
passagem, é um excelente 'Ovo de Colombo'. Poucas obras do conhecimento milenar
oriental poderiam ser tão bem aproveitadas pela Nona Arte como esta, seja por
que as descrições do texto original do Kama Sutra são, efetivamente quase que
'imagéticas', para além do interesse natural pelo tema da sexualidade humana.
Com o título de Ka'ma
Tsoy'htra, o grego Nikos Platis acaba de publicar um volume de 400 páginas pela
Publications Underground que atualiza o tema do manual, servindo, inclusive,
para combater a desinformação.

125 anos de
Heidi
Poucos personagens
influenciaram tanto o último quartel do século XIX como Heidi, uma das
referências de leitura infantil para todas as gerações posteriores. Dois
romances escritos pela suíça Johanna Spyri (1827-1901) sobre uma
menina órfã dos Alpes, em 1880 e 1881 já ganharam não só adaptações
para todos os idiomas ocidentais e alguns outros, num total de 50 línguas,
como também inúmeras adaptações em quadrinhos, especialmente, na Suíça, e em
desenhos animados. Uma das versões para HQs mais importantes foi realizada nos
anos 1980, e era, na verdade, uma adaptação da série de TV apresentada pela rede
de TV TF1, em formato de bolso. De todo modo, é de se lamentar que nos
quadrinhos e fora deles, pouca gente tenha se lembrado da data, que foi
recuperada pela agência de notícias espanhola EFE.

'Tudo' sobre
cinema e HQs num só lugar
Para quem aprecia as
adaptações de quadrinhos para cinema, profissional ou não, uma dica de
ouro, para quem tem o mínimo de domínio do idioma inglês, e pretende ter uma
visão abrangente (na verdade, é quase colossal) sobre as produções em curso
ou de anos recentes: É Rotten
Tomatoes. Como exemplo, damos apenas o que o portal traz sobre o filme de
maior visibilidade do momento, 'Fantastic Four', do Quarteto Fantástico. O
portal traz nada menos que 163 resenhas do filme, para não falar em trailers,
fotos e posters. É o que se pode chamar
de bookmarkão.
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