Nesta página, temos textos curtos com links adicionais para melhor conhecimento dos artistas presentes na mostra Gestalt dos Quadrinhos, organizada por Marko Ajdarić com apoio da UCS (Universidade de Caxias do Sul). Os artistas aparecem listados em ordem alfabética do prenome, ou pseudônimo.
 
Um mestre quase esquecido dos quadrinhos é uma excelente descrição do norte-americano Al Williamson.

Para exibir a arte do mestre Alberto Breccia, nascido no Uruguai, uma página de uma obra gigante entre as maiores: Mort Cinder.

 O milanês Alberto Ponticelli não é inédito no Brasil. Com passagem na alternativa Heavy Metal, ele concorreu ao Prêmio Eisner de 2008 como 'melhor nova série' por Unknown Soldier, ao lado de Joshua Dysart, série da DC/Vertigo. Na nossa Mostra mundial de quadrinhos, ele se faz presente atravás da seleta obra Marvel Made in Italy.

A luta de combatentes da resistência na II Guerra Mundial foi apresentada por Aleksandar 'Sa?a' Bizetić (nascido em Belgrado) em originais foto-quadrinhos de 1955 a 1968. Em nossa mostra, expomos 1 página compilada por Zdravko Zupan em seu livro 'Vek Stripa u Srbiji', sobre 100 anos dos quadrinhos na Sérbia.

Para sorte dos brasileiros que vão às bancas, uma das melhores revistas que se pode comprar atualmente, a Piauí, tem brindado seus leitores com várias páginas de quadrinhistas como Liniers, Robert Crumb, Joe Sacco... e - pela primeira vez no país - um pouco da variada originalidade de Gotlib. Em 1973, Marcel Gotlib e Alexis (pseudônimo de Dominique Vallet) publicaram, na mais que mítica revista Pilote, Dame aux Camélias, adaptação de Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho, da qual exibimos uma página 'piauiense'.

  De seu nome, Carlos Alberto da Costa Amorim, centenas de milhares de brasileiros só vêem, todos os dias, somente o último nome, em vários jornais, e claro, na Internet. Artista completo do traço, Amorim sabe fazer menor o mundo dos colegas e quando senta para pensar a forma quadrinhos de expressão - claro - o resultado é de se guardar bem aquem da pupila.

 
 'FF', HQ de André Valente, acabou sendo um ponto alto da revista Kaos, grande marco dos quadrinhos no início do milênio, no Brasil.
 
Da Rússia, uma página de Sterva, com roteiros de Jelena Woronowicz e desenhos de Andrij Tkalenko, cujo portfolio online não dá idéia do quanto a obra é densa. Como 'Suka', a obra está na Mostra Mundial de Quadrinhos, em polonês, pela Timof.

O monero mexicano Angel Boligán não é somente um papão de prêmios em cartuns e charges. Quando resolve compor suas idéias na forma de quadrinhos, também se revela um mestre. Site oficial, aqui.

Bilbolbul, de Attilio Mussino, é, simplesmente, o marco inicial dos quadrinhos na Itália. Em 2008, o centenário dos fumetti foi comemorado exatamente pela aparição do negrinho simpático no 1º número do Corriere dei Piccoli.

Um argentino magistral que consegue furar a burra barreira entre Argentina e Brasil e ser publicado aqui: falamos de Jorge Zentner, que em 2009, viu o sonho de ter uma obra sua publicada na versão que tinha sido pensada: em cores: 'Caravane', da qual seu parceiro, o desenhista Bernard Olivié nos enviou uma página.

 O multifacético Bira Dantas, que junta seus colegas como ninguém no Brasil, e nos honra com sua continuada amizade, nos brinda com uma página que é uma aula sobre um dos maiores caricaturistas brasileiros, o Mendez.

 Bryan Talbot é - simplesmente - o sismo na cena inglesa que prepara a irrupção de obras como as de Neil Gaiman e Alan Moore. Talbot e outos ingleses, assumidamente, revitalizaram o cenário dos quadrinhos norte-americanos. Na Mostra Mundial de Quadrinhos, nós temos uma obra que quando nos chegou, nem se sabia ainda que era dele... Confira esse mistério, aqui.

As tiras de C.L. Sherman em Doesn't it Seem Strange' são exemplo de crônica social. Na nossa mostra, temos uma de 1904.

Carl Barks é 'um dos grandes desconhecidos da história dos quadrinhos', mas que criou personagens mais que conhecidos como Tio Patinhas, Gastão, Professor Pardal, e o trio de sobrinhos do Pato Donald (Huguinho, Zezinho e Luisinho) além de conceber essa pérola da juventude que foi o Manual do Escoteiro Mirim. Após sua morte, o reconhecimento crescente levou - entre outras coisas - à publicação mais enriqucedora recente da Editora Abril, em quadrinhos: 'As Obras Completas de Carl Barks' . A seleção da página de Carl Barks (de 1947) ficou a cargo de um especialista sobre quadrinhos e cinema de animação Alfons Moliné, cuja obra teórica incrementa a informação do nosso Coxias de Caxias / Mostra mundial de quadrinhos.

O quadrinhista completo e escritor de ficção-científica montevideano Carlos María Federici (nascido em 1941) exemplifica, na nossa mostra, a apropriação uruguaia da 'Now sem Rumo' que virou a América Latina naqueles tempos de ditadura. Talvez seu viés tenha se mostrado mais fecundo. Afinal, diferentemente da obra do Lor, ainda se fala, no Uruguai, do seu Jet Gálvez, que, neste texto, se mostra um primo próximo do Homem-Força, de Altair Gelatti. Para conhecer um pouco mais de Jet Gálvez, 'fervorosa homenagem a outros modos de pensar e sentir', e do tempo de seu autor, clique aqui (em castelhano).

 O mestre argentino Carlos Nine é uma das mais queridas pontes entre o Rio Grande do Sul e a Argentina. Em 2008, ele assinou o volume de Porto Alegre na bela coleção Cidades Ilustradas, da editora Casa 21.

Neorama dos Quadrinhos O mais novo artista 'importado' do Brasil, Dan Goldman, já mereceu uma entrevista colhida pelo Érico Assis, no portal Omelete. Ali, podem entender por que demos a esse artista a primazia de ser o autor do 1º webcomic da nossa mostra, que foi ao ar no site Tor.com. Mas, na Gestalt dos Quadrinhos, o trabalho está devidamente autografado.

O croata Danijel ?e?elj surpreende pela acolhida nos EUA de trabalhos tão diferentes como Small Hands, Caballo, The Corinthian , Desolation Jones e até em 'Captain America: Dead Men Running'. Na nossa mostra, uma bela página dele como autor completo; e muito denso.

O sérbio mais vendido no Brasil é Darko Perovic, desenhista de Magico Vento.Ele nos manda uma página desse personagem... que se passa no Brasil: Fera Desconhecida... .

O francês David B já foi publicado no Brasil, através de 'Epiléptico'. Nas nossas 2 mostras, a sua maestria está representada por uma obra prenhe de lirismo e soluções narrativas originais: Zebre.

Com o selo da Image Comics, nos vem uma página de um homem-lobo que nunca volta a sua forma humana, lançado em 2009: Bad Dog. Apesar da resenha indicada sublinhar a referência do jovem desenhista argentino Diego Greco em Juan Bobillo, nos parece que Greco já caminha bem, e com traço pessoal: Confira seus novos trabalhos. O roteiro de Bad Dog é de Joe Kelly ( X-Men, Superman, etc).

Coxias de Caxias A Mono é a revista da editora italiana Tunué que seleciona, exatamente, HQs de 1 página para cada uma de suas edições temáticas. Dela, selecionamos Daniele Marotta, artista de Siena, com sua criação 'Joe Bar Strip', sobre o tema da paixão.

 
'Quem também vai longe é o artista David Aja. Guardem este nome'. Não só concordamos com o enfoque dos colegas do site Fanboy, como fomos além: o Neorama dos Quadrinhos falou da chegada do artista de Valladolid à Marvel ainda em 2006, antes de qualquer site da Espanha. Na nossa mostra, Aja comparece com um desenho de um dos mais míticos personagens da 'Casa das Idéias': Wolverine. 
 
A original 'banda desenhada pré-colombiana' do português Diniz Conefrey se faz presente por uma página que ele nos enviou de Tonalamatl - O Livro dos Dias 1. Aqui, o site oficial do artista.

Um gênio do humor desenhado que se espalha e dança numa única página: este é o norte-americano Dudley Fisher, que, infelizmente, 'não existe' interneticamente em português ou em castelhano. Assim, indicamos a sua nota biográfica na Comiclopedia.

Com 'Zé Gatão' Eduardo Schloesser narra estórias de um protagonista que vive num mundo onde todos os seres são híbridos - cabeça de animais em corpos humanos. Para além disso, é dos raríssimos quadrinhistas do Brasil a conseguir por em bancas e livrarias um manual de quadrinhos, de forma continuada.

 
 O livro monográfico da Mosquito sobre Emmanuel Lepage iniciou a presença do artista nos nossos Coxias de Caxias. Mas foi somente com a chegada de 2 volumes de 'Muchacho', editados em português pela Asa, de Portugal, que tivemos a oportunidade de deslumbrar nossos leitores com sua narrativa gráfica. Registramos que, sim, foi da leitura desta obra que se afirmou a vontade de realizar a mostra 'Gestalt dos Quadrinhos'.
 
Hospitalet del Llobregat, ao lado de Barcelona, abriga o talento do jovem artista completo Enrique Fernández, que tem um trabalho tão competente e definitivo que consegue ser publicado por editoras tão diferentes como a Delcourt e a Image Comics.

Ernani Cousandier, em Bento Gonçalves (RS), conseguiu algo que merece ser olhado como uma aula: manter a regularidade de publicações de sua dupla de personagens Tchê e Tchó, que mostra a interferência da cultura italiana na Serra Gaúcha, atravé de um tablóide que é encartado em jornais locias. Cousandier, que também é músico, garante o seu retorno pelo trabalho com patrocínios locais.

 Fabio Moon e Gabriel Bá, dupla brasileira de gêmeos que já ganhou inclusive o maior prêmio da literatura brasileira (o Jabuti) e o mais importante prêmio de quadrinhos dos EUA (o Eisner) estão presentes por meio de uma: página dupla da coletânea sobre futebol 'Dez na Área, um na Banheira e Ninguém no Gol', organizada pelo ilustrador Orlando Pedroso, e que saiu pela Via Lettera, em 2002.
 
 O nome do argentino Felix Saborido talvez não seja de todo conhecido, mesmo dos pesquisadores de quadrinhos. Mas a sua página em homenagem ao mestre Oesterheld (último parágrafo no link indicado), já exposta em outra mostra internacional nossa é - com certeza - das mais emblemática e fortes da história da Nona Arte.
 
Selecionamos, entre os artistas da atual safra da mítica revista Hevay Metal, o espanhol Ferrán Xalabarder, pela sua larga e inventiva participação nela. Uma boa definição de seu trabalho é 'barroco porém muito limpo', o que também o levou a realizar NightFall, pela Platinum Studios, também nos EUA.

O francês Frédéric Pontarolo se apresenta com uma página de James Dieu 1.

A inclusão de Alphonse & Gaston, de Frederick Burr Opper , também sublinha a presença, na nossa Mostra Mundial de Quadrinhos / Coxias de Caxias, da ciclopédia Del Tebeo al Manga, de Toni Guiral, melhor obra de referência sobre a história da Nona Arte, sendo escrita atualmente, no mundo.

Gelett Burgess, poeta, crítico de artes quadrinhista e humorista era um poço de possibilidades. Na nossa mostra, temos dele uma página de Goops!, de abril de 1924.

George Herriman vem com uma tira de 1926 de Krazy Kat, 'um gato com potencial para ser a personagem mais ambígua, e uma das mais geniais, da história da HQ'

 Do Ceará, Geraldo Borges surpreendeu em 'ZMD: Zombies of Mass Destruction 1', com roteiros de Kevin Grevioux, em 2008, através do novo selo americano Red 5 Comics. A resenha dos colegas do Comics Bulletin mostra que é uma HQ que vai muito além do que se espera de um 'gibi de zumbis'.

 O caderno cultura do jornal Zero Hora (o de maior circulação no Rio Grande do Sul), publicou uma adaptação em quadrinhos de uma das mas importantes obras de Erico Verissimo (pai do - também - quadrinhista Luis Fernando Verísimo), 'O Continente', em 2005, com desenhos de Gilmar Fraga e roteiros do jornalista Carlos André Moreira . A experiência de quadrinhos e jornalismo pela pena de Gilmar Fraga no mesmo jornal se repetiria em 2008, como tivemos oportunidade de registrar.
 
Giorgio Scudellari, artista Disney nascido no Chile, com andanças pela Itália e que morreu no Brasil comparece com uma página de uma Supplemento di Topolino, de 1934.

A cena eslovena, adubada com a constância do selo (além da revista) Stripburger, revela artistas originais também de seu país, como é o caso de Gorazd Vahen, presente nas nossas duas mostras através da antologia Slovenski Klasiki. Uma biografia 'local', aqui.

 Gaúcho de Vacaria, Eloar Guazzelli Filho é um caso bom de ilustrador que cria quadrinhos enriquecedores. Criador da revista gaúcha Dundum, ele já foi publicado pelo ótimo selo galego Kalandraka, e pela coleção Cidades Ilustradas. Na nossa mostra, temos uma página desse projeto admirável que é a Domínio Público - Literatura em Quadrinhos, editada em Pernambuco.

De origem mexicana, Gus Arriola não só marcou pelo fato de conseguir publicar sua tira mais conhcecida, a Gordo, por 44 anos (1941 a 1985), desmontando mitos e falácias racistas sobre os latinos, como também por antecipar em muito as técnicas de variação da tira, como pretendemos mostrar por uma página de Gordo, de 1958. Um sentido obituário, em castelhano, aqui.

Numa mostra de páginas excepcionais da narrativa gráfica, há que se incluir o milanês Guido Crepax, e sua Valentina, momento alto da mudança de paradigmas no que seja página e ritmo, nos quadrinhos europeus. Apesar dela ter voltado a ser (bem) publicada no Brasil, selecionamos uma página tal como saiu em um clarão na espessa escurdidão dos anos 1970. A impagável Grilo, fundamental para que o Brasil não estivesse totalmente alienado em bons quadrinhos, na época.

 Teresa Urban e Guilherme Caldas acertaram a mão em criar uma nova forma de juntar texto, depoimento pessoal, documentos facsimilares e quadrinhos, em '1968 - Ditadura abaixo', obra da editora paranaense Arte & Letra, de 2009. Talvez demore, mas com certeza, vai se inserir em muitas obras de reverência, digo, referência, sobre as possiblidades dos quadrinhos.

Hal Foster, o grande 'Cavaleiro dos Quadrinhos', é apresentado por uma de suas maiores criações, o Príncipe Valente, em página selcionada com o auxílio do The Official Prince Valiant Website & Resource Centre.
 
O Henfil é uma das maiores feras do taço de humor na história do Brasil. Para a nossa mostra, a página foi selecionada por ninguém menos que o Ivan, o filho do Henfil, que é o capitão-mor do Instituto Henfil .

O Brasil já viu o francês Hugues Micol ser publicado pela Conrad, em 2007. Na mostra Gestalt, ele é representado com uma página de Terre de Feu, que tem no roteiro o brilhante David B. (presente como artista completo na nossa mostra).

O argentino Ignacio Noé é pouco referido em português, e manos ainda, analisado . Mas a sua maestria desembarcou de duas maneiras no Brasil, em 2009. Ao assinar a dedicatória de sua página na nossa mostra, Noé agradeceu estar sendo exposto pela primeira vez, neste país. Na verdade, perdemos a primazia por pouco mais de um mês, como pode ser atestado aqui (ainda esperamos a sinopse oficial). Na mostra Gestalt, temos uma página de Julián King, historieta com roteiro de Carlos Trillo, em uma das mais longevas revistas argentinas para crianças, a Genios.

Muito pouco há publicado em português do ucraniano Igor Baranko, que é o sucessor de Enki Bilal numa das séries mais seminais do moderno 'quadrinho europeu': Terminator 17. Maior expoente nos quadrinhos de seu país, sues densos relatos tratam de uma Rússia pós-nuclear onde o tecido social se rompeu, de uma América não-colombizada, digo, colonizada, e outros temas pesados. Na nossa mostra, temos uma página da revista coletiva eslava Aargh!.

O esloveno Izar Lunaček está sendo exibido pela primeira vez nas Américas, tanto no Coxias de Caxias como na mostra Gestalt dos Quadrinhos. No estilo de Lunaček, ou seja, de tiras duplas (não conectadas) na mesma página com uso do espaço além do requadro e figuars 'grotescas-que-viram-simpáticas' os brasileiros já conhecem o americano Tony Millionaire, pela Zarabatana. Na nossa opinião, o álbum Oklepaj, de Izar não fica devendo nada, muito pelo contrário. Dos autores eslovenos revelados pela Stripburger, certamente, um fruto precoce e da melhor linhagem.

Promethea, clássico de Alan Moore e J.H.Williams III, não podia ficar de fora.

 A editora Conrad já deu aos brasileiros a oportunidade de conhecer Jaime Martín por meio da publicação de 'Vida Louca', seu registro vigoroso sobre a criminalidade na Grande Barcelona. Na nossa mostra, Jaime nos deu a honra de enviar uma página inédita (nem no blog está) de Hard Times, álbum que ele está desenvolvendo com Wander Antunes, um dos melhores roteiristas do Brasil. O artista também nos enviou uma auto-caricatura.

O jovem desenhista albigense Jean Bastide (vencedor do prêmio Alph'Art escolar em Angoulême 2003) e o colorista Vincent Mezil fizeram uma entrada tirunfal no mundo da Nona Arte com 'La Guerre des Sambre 1', roteirizado pelo veterano Yslaire, álbum do qual exibimos uma página. O 1º ciclo da série já foi todo editado em português.

O paulista Jô Fevereiro adaptou 'Brás, Bexiga e Barra Funda', de Antônio de Alcântara Machado, marco da inovação literária no Brasil dos anos 1920, para a Editora Escala, em 2007. A página de Jô representa, na nossa mostra, a importante coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, que abriu inúmeras portas à HQ brasileira em milhares de escolas. Estranhamente, o melhor e-registro sobre o Jô vem de além mar.

 
O pernambucano Jô Oliveira, que com maestria associa cordel e quadrinhos, foi recuperado aos leitores do Brasil com a publicação de Hans Staden - O Aventureiro do Novo Mundo, pela Conrad. Mas, depois de seu exílio, ele tinha sido apresentado em 'Os Feras do Quadrinho Brasileiro', catálogo bilíngue do Brasil no Festival de Angoulême de 1986 com texto do mestre Moacy Cirne. O livro é o mais raro do acervo da UCS, em quadrinhos, e é deste catálogo a página que apresentamos na mostra Gestalt dos Quadrinhos.
 
O filpino Jonathan Lau conseguiu trabalho com seu traço firme em séries importantes do mercado dos EUA, como Red Sonja, Vampirella e Battlestar Galactica. Na mostra Gestalt dos Quadrinhos, ele 'comparece' com uma página roteirizada pelo 'mais proeminente pintor dos quadrinhos' (quadrinhos americanos, ressalte-se)', Alex Ross e com a mão certeira nas cores do brasileiro Ivan Nunes (Impacto Quadrinhos). Algumas páginas de Lau podem ser vistas na página eletrônica da Glass House Graphics, agência que propicia a muitos desenhistas do Brasil, também, o acesso ao mercado mais competitivo do mundo.
 Desde 2004, noticiamos o que o excepcional artista brasileiro José Roosevelt realiza na Suíça. Nos contatos mantidos para a montagem dessa mostra, pela primeira vez, conseguimos que um editor brasileiro acenasse com o desejo de publicá-lo em seu país. O que já será - caso realizado - um fruto muito saboroso de nosso trabalho. Destacamos que, com seu fanzine Halbran, Roosevelt tem se revelado um ótimo editor de outros valores, também. Como se não bastassse, se você tem aptidão para ler em francês, em 48 páginas de L'Horloge, você vai se render a um excepcional roteirista.

O mestre português de mais longa carreira, José Ruy, com quem estivemos em sua cidade, Amadora, nos brinda na Mostra Mundial de Quadrinhos com a única obra da Nona Arte que conhecemos originalmente publicada em mirandês, além de um álbum sobre a ilha do Faial. Na Gestalt dos Quadrinhos, temos a bela página inicial de sua adpatação de Os Lusíadas, de Camões, devidamente autografada.

Mestre entre os maiores, o argentino Juan Giménez é represenmtado por uma página de 'A Casta dos Metabarões'.

Jules Draner (1833 / 1926), pseudônimo de Jules Renard, foi um dos maiores expoentes da revista francesa La Caricature, do século XIX. Confira a sua versatilidade, nesta galeria.

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O russo Konstantin Komardin, também animador, impressiona pela força expressiva de seu trabalho, com o selo polonês da editora Timof, que brindou o Coxias de Caxias com centenas de páginas de artistas de seu país. Não 'por acaso', ele só foi descoberto, além da Timof, pela tcheca Aargh!. Mas isso vai mudar...

O paulista Laudo Ferreira Junior nos brinda com uma página de seu 'Clube da Esquina', exatamente quando ele mostra os primeiros contatos entre Márcio Borges (irmão de Lô Borges) e Milton Nascimento, na BH dos anos 1960. 'Tudo' sobre o artista, aqui, num excelente texto de Renato Lebeau.

Liam Sharp é um artista britânico que ficou reconhecido por sua passagem pela revista inglesa 2000 AD e trabalhos pela Marvel UK. Sharp já desenhou Batman, Hulk, Superman, Spawn, Red Sonja e na linha mais autoral da DC Comics, a Vertigo. Muito mais sobre o artista, na Wikipédia. Mas, na nossa mostra, ele vem bem de longe... com uma bela página... polonesa.

A alemã Line Hoven com seus quadrinhos sutis, em que leves mudanças numa situação criam uma história é uma das gratas surpresas de vanguarda inteligente na nossa mostra de publicações, através da revista suíça Strapazin. Para conhecer seu trabalho, a página do Instituto Goethe sobre ela (em português) fica aqui.

Ídolo de várias gerações de brasileirinhos, Luiz Sá e sua série mais popular, Reco-Reco, Bolão e Azeitona, estão representados na nossa mostra por uma página selecionada por outro cearense, Weaver Lima, autor da mais bela homenagem ao centenário do mestre.

O friulano Manuele Fior já tinha sido representado na nossa Mostra Trinacional da Nona Arte. Agora, na Mostra Mundial de Quadrinhos, ele veio com selo ítalo-esloveno: a coletânea Senza Frontiere / Brez Meja . Sempre atualizados sobre sua carreira, recebemos uma página autografda da novela gráfica ainda inédita Mademoiselle Else.

O paulista Marcelo di Chiara nos enviou uma página de Kill All Parents 1, com roteiro de Mark Andrew Smith, a ser lançada em junho de 2009, pela Image Comics, nos EUA. A série aborda os super-heróis de um modo não convencional: a partir de um governo autoritário que procura 'preservar' os super-heróis a todo custo....
 
O mineiro Marcelo Lelis ganhou aplausos nacionalizados com 'Saino a Percurá', de 2001. A carreira mais que interncional das suas páginas originais pode ser conferida em seu blog.

  O ilustrador e quadrinhista Marlon Tenório já levou seu olhar baiano a deslindar São Paulo num sketchbook de 2 reais. Na nossa mostra, ele comparece com uma página dessa usina de revelar boas vanguardas brasileiras que é a revista Ragú, de Pernambuco.

  HQs autobiográficas com algum charme (e inteligência) realizadas por um jovem?. Sim, existem, e são realizadas pelo alemão Mawil, com a ajuda de um coelho desajeitado e cativante. O auotr é inédito em português, mas pode ser lido na nossa Mostra mundial de quadrinhos em castelhano e em inglês.

 O catalão Francesc Capdevila, que assina Max, é um dos mais inovadores quadrinhistas da Espanha após a redemocratização. No Brasil, sua publicação é mais uma das contribuições da editora Zarabatana. Aliás, a estréia dessa singular editora, cujo lançamento nacional foi realizado por nós.

 O paulistano Maxx Figueiredo é um bom exemplo de como sintetizar novas tendências em uma forma pessoal. Não é pra qualquer publicar sua originalidade (não conhecida no Brasil) na cosmopolita Barcelona. Na nossa mostra, uma página do caldinho de vanguardas chamado Ragú, de Pernambuco.

O polivalente gaúcho Miguel Castro (que já publicou HQs até em Angola e na África do Sul) foi uma grata surpresa no 4º Coxias de Caxias. Na nossa mostra, ele nos brinda com uma página do ainda inédito História de Jesus em Quadrinhos. Mais informações sobre o trabalho, aqui. Para conhecer o seu personagem 'Piazito', clique aqui.

 O português Miguel Rocha nos brinda com o envio de uma página do mais que inaugurador 'Salazar. Agora, na Hora da sua Morte', obra sobre um homem que sempre na sua vida foi um funeral em si mesmo, com roteiro de João Paulo Cotrim.

O dinamarquês Henning Dahl Mikkelsen, ou, como assinava, Mik (1915 / 1982), criou uma tira muda, Ferd'nand, que foi - em seu (longo) tempo, a tira não americana de maior sucesso comercial nesse setor das HQs. Para a nossa mostra, a página foi escolhida por quem não só conhece bem como edita - atualmente - Ferd'nand em edição bilingue: (português / castelhano): o impagável Manuel Caldas.

 
  Uma bela surpresa da editora Claire de Lune no Coxias de Caxias é o álbum 'La Neige', do jovem francês Mikaël, que agora mora no Québec. Uma prova de que ainda é possível inventar formas novas de contar fábulas infantis, em quadrinhos.

Mike Deodato Jr. nasceu Deodato Taumaturgo Borges Filho, mas assumiu um pseudônimo que homenageia o pai, o também paraibano Deodato Borges, que criou o personagem Flama, em 1963. Para saber por que ele é o desenhista brasileiro a ter êxito no mercado americano de super-heróis a mais tempo, clique aqui.

O tcheco Milo? Mazal, claro, já foi publicado na boa antologia de quadrinhos de Brno, a Aargh!, na Komiks Forum, da Polônia e, em 2009, na antologia sérbia Stripolis. Belas janelas, sem dúvida, mas insuficientes para tanto talento...

O mais que genial Milt Gross foi lembrado, neste ano de 2010, por um dos menos previsíveis gênios atuais da crônica dos quadrinhos americanos: Craig Yoe , que ampliou as boas mentes com a publicação de 'The Complete Milt Gross Comic Books and Life'. Para nossa mostra, escolhemos uma página na qual Gross já ensinava, lá em 1939, que obras de outras artes podem ser resenhadas em quadrinhos. Por falar nisso, uma resenha de uma outra reedição da obra de Gross, desta década, pode ser lida aqui, em um dos melhores blogs de Portugal dedicados à Nona Arte.

 O mineiro Mozart Couto é um dos princpais divulgadores do Gimp, software gratuito de ilustração, usado como alternativa ao Photoshop. O fato tem um peso adicional: Mozart conhece muito de vários modos de fazer quadrinhos, como pode ser visto na série de notas sobre ele no portal Bigorna. Na nossa mostra, exibimos uma página da inédita novela gráfica 'Vila do Ouro'.

O trabalho da colorista Maëla Cosson baila com muitos detalhes da arte da francesa de origem espanhola Nancy Peña, que nos brinda com uma página do 2º álbum de La Guilde de la Mer (La Cofradía del Mar), uma das suas obras já publicadas em castelhano .

Obra seminal da 9ª Arte portuguesa da década de 1970, 'Wanya, Escala em Orongo' foi reeditada pela Gradiva numa edição especial, lançada em 2008, 15 anos após a morte de Nelson Dias, o desenhista. A página para nossa mostra foi enviada por sua filha, a ilustradora Sara Franco.

O turinês Nicola Rosso virou brasileiro, passou a assinar Nico Rosso e virou um merecido caso de sucesso em ilustração e quadrinhos. Poucas publicações dos anos 1950 ainda circulam tanto em mãos de colecionadores e sebos como a 'Grandes Figuras em Quadrinhos', da EBAL, da qual publicamos uma página de 1957. 
 
 O francês Olivier Tallec comparece nas 2 nossas exposições com 'Negrinha', álbum prefaciado por ninguém menos que Gilberto Gil

Um argentino cujo valor no domínio do preto e branco abriu uma carreira em revistas antológicas como Fierro, Lanciostory e Heavy Metal, além da revista inglesa de maior vendagem, a Judge Dredd: este é Oscar Capristo, nascido em 1962, que continua melhor a cada obra. Confira resenha de seu trabalho publicado mais recentement, 'Gladiador', que saiu pelo batalhador Grupo Belerofonte, do Uruguai (em castelhano).

O mestre argentino Oscar Grillo nos enviou uma página da então ainda inédita atualização de 'The World Is Round' (de 1983), que ganhará versão como 'El Mundo Es Redondo'. E ainda, nos brindou com uma originalíssima dedicatória. Para babar na qualidade da novela gráfica, cutuque aqui.

Patrice Killoffer, um dos fundadores e expoentes da Oubapo

 O México é o país dos moneros, ou seja, dos grandes chargistas. A revista El Chamuco é atualmente a melhor representação dessa inventividade. Não por acaso, os moneros acabam criando excelentes quadrinhos e Patricio Ortíz, ou simplesmente, Patricio, nos brindou com um bem original, que não usa - exatamente - o desenho.

Billy Possum, dupla de texugos antropomorfizados de Paul West e Horace Taylor aparecem com uma tira de 1911

  Da Catalunha, o artista de variadas formas Quim Bou comparece com uma página da La Isla de la Mano, no gênero fantasy (bom para quem varia detalhes e traços), publicado pela Dólmen (Espanha), em 2008.

O sérbio Rajko Milo?ević Gera (que às vezes assina R. M. Guéra) tem ganho muitos apluaos por seu trabalho na série Scalped, pela DC / Vertigo. Que tal, 'críticas positivas e elogios de artistas como Ed Brubaker, Brian Wood, Andy Diggle, Matt Fraction e Brian K. Vaughan'? Mas, muito antes disso, ele foi estampado no primeiríssimo número de um marco seminal dos quadrinhos no Brasil: a versão tupiniquim da Heavy Metal.Para a nossa mostra, além de uma página autografada, Gera mandou um desnho EXCLUSIVO.

O norte-americano Ralph Briggs Fuller (que normalmente assinava R.B. Fuller) deu aulas de luminosidade com a HQ 'para-todas-as-idades' Oaky Doaks (no Brasil, Sir Tereré, uma das alegrias clássicas publicadas na última fase do Gibi). Na mostra Gestalt dos Quadrinhos, a página vem de uma riquíssima publicação em que os quadrinhos dialogam com outras artes desenhadas: a Papiers Nickelés, editada por Yves Frémion.

 A edição brasileira da MAD mudou, em 2008, e vem publicando muito mais brasileiros, como o Raphael Salimena, que nos enviou uma página que é meio mangá e meio mangá..., direto da número 8.. Não por acaso, ele também é autor de 'um conto de uma página', publicado na coletânea Front.

Raquel Alzate é a maior expressão basca da Nona Arte, na atualidade, e grande revelação de 2005, como registramos. Na Mostra Mundial de Quadrinhos e na 'Gestalt', ela se faz representar pela obra coletiva 'De Ellas', do Instituto de la Mujer de la Región de Murcia com o selo da mais que autoral editora De Ponent

O argentino Raúl Ponce não tem o reconhecimento que merece, mesmo em seu país. Mas 'Brunelda' sua adaptação de 'América', romance de Franz Kafka, é uma aula de composição na seara da melhor deformação expressionista criada no Século XX.

O artista compelto alemão Reinhard Kleist é convidado do 6º Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, em 2009 (ficha oficial aqui). Mas a sua 'presença' no Brasil foi antecipada pela inclusão de 2 obras suas na nossa Mostra Mundial de Quadrinhos, inclusive, 'Havanna'. Em castelhano, indicamos a sua biografia na página do Instituto Goethe.

 
'Garra Cinzenta' de Francisco Armond e Renato Silva é 'até hoje considerada por muitos a melhor HQ nacional de todos os tempos'. Na nossa mostra, temos uma página de 1937.
 
Um catarinense que consegue ter vários álbuns publicados no exigente âmbito da BD franco-belga. Falamos de Ricardo Manhães, que vai além, sendo publicado também pela Casterman em holandês.

Do muito badalado Robert Crumb, escolhemos a página de HQs mais vista da história

O ilustrador e quadrinhista Rodrigo Rosa nos brinda com uma página da adaptação de 'Os Sertões', de Euclides da Cunha, lançada em julho de 2009 (portanto, inédita quando incluída na nossa mostra). A obra foi realizada com outro gaúcho: Carlos Ferreira, que dá algumas dicas sobre 'Os Sertões', aqui.

O russo Roman Surzhenko é a nossa aposta no esforço pelo avanço quadrinho autoral em seu país. Dele, temos uma página de Azari, vencedor como melhor album do Festival Internacional de Quadrinhos de Moscou (KomMissia), em 2009.

Radicado na Itália, o argentino Rubén Sosa foi um mestre de muitos caminhos, que 'comparece' em ambas nossas mostra com a publicação póstuma de 'Tigre de Papier, pelo apoio do editor da Tartamudo, José Jover

'Uma aposta sistemática em pensar as pranchas' é uma boa definição de 'Obrigada, Patrão', do português Rui Lacas, que foi eleito o melhor álbum nacional de 2007 pelo Festival da Amadora. Mais uma pérola publicada pela Asa em nossa Mostra Mundial de Quadrinhos.

Um pouco inglês e muito brasileiro: Sam Hart, que já teria garantido seu lugar na história dos quadrinhos do Brasil por seu papel de proa na Kaos, também tem uma trajetória 'lá fora'. Não por acaso, centada na Inglaterra. Para nossa mostra, Sam nos mandou uma página de seu Robin Hood, onde sua arte e letreiramento contam com as cores de Artur Fujita.

Caxias do Sul já tinha casos de sucesso profissional nos quadrinhos, com Altair Gelatti e Iotti. Mas nenhum caxiense foi publicado em tantos países como Samuel Casal, que também ilustra, colabora em filmes de animação e tem até famílias de fontes TTF criadas. Na nossa mostra, o seu preto e branco inconfundível vem com uma obra surprendentemente densa sobre Zé do Caixão.

Um nome para colocar o Camboja na boa linha de frente da arte sequencial: Séra (pseudônimo de Phouséra Ing), que comparece com uma página de uma obra lançada em abril de 2009 pela Futuropolis: 'Mon Frère le Fou. Sugerimos visitar. uma galeria online do artista.

O australiano Shaun Tan arrebatou a crítica mundial quase instantaneamente com 'The Arrival' em 2007. Cláudio Martini (o editor da Zarabatana) conta por que se trata de um livro inovador e candidato a se tornar um marco, aqui.

Um artista que rompeu o isolamento da Albânia em termos de quadrinhos: Shpend Bengu, revelado pela antologia de quadrinhos 'da outra' Europa, a Stripburek. Galeria oficial de pinturas do artista, nesse link.

O excelente 'Santô e os Pais da Aviação', do paulista Spacca, marcou um avanço no que se concebe por biografia em quadrinhos. O mesmo aconteceria com D. João Carioca - a Corte Portuguesa no Brasil com roteiros de ninguém menos que Lilia Moritz Schwarcz. Ambas foram incluídas no PNBE, que nos parece ser o destino de 'Jubiabá', adaptação do romance de Jorge Amado, do qual mostramos uma página em absoluta estréia mundial.

Steve Ditko foi muito além de ser co-criador de Spiderman.Selecionamos uma página de 1958 para mostrar que ele era gênio desde sempre.

A revista eslovena Stripburger é a mais bem-sucedida entre as boas antologias sequenciadas do mundo eslavo. No seu número 47, ela touxe uma página com uma originalidade marcante de um francês quase inédito: Thomas Vieille

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 Os personagens do esloveno Toma? Lavrič  (que também assina algumas obras como TBC), têm rostos bem diferentes - algo raro de se encontrar, mas também consegue fazer incríveis variações com muito poucos elementos, como mostramos em uma página oriunda da excepcional antologia tcheca de quadrinhos Aargh!.
 
O goiano emigrado Tulio Caetano já foi 're-patriado' em álbum pela enriquecedora editora Zarabatana, de Campinas. Mas na nossa mostra, ele comparece com uma página publicada na revista coletiva Grande Clã, uma enorme surpresa de Goiânia, sob a batuta de Guilherme Gardinni.
 
A redescoberta do valor narrativo do ucraniano Vica, ou Vincent Krassousky, é mais um tibuto que se deve ao IJOCA (International Journal of Comic Art). Ao lado da controvérsia sobre se ele era ingênuo ou colaboracionista na França sob a ocupação nazista, suas páginas são um primor de ritmo e(m) cores.

 Victor Rocha representa a cena de Goiânia, por seu original trabalho na antologia (também de lá) Grande Clã.

O grande marco dos quadrinhos underground, a revista Zap Comix, não começou somente com Robert Crumb. Tão genial como ele é o galego Víctor Moscoso.

A inclusão do suíço Werner Nydegger - que sabe fazer cartuns em 3D, também - obedece ao critério de homenagear editores que foram além do 'previsível'. Nydegger foi uma das mais gratas surpresas da Status Humor, cujos editores souberam aliar fino humor e alguma picardia, na última redemocratização brasileira.

Que Will Eisner é um dos maiores reinventores dos quadrinhos, não se discute. Seu obituário mundial mostrou isso. O que é discutível é como escolher uma página para essa mostra. Bola que passamos e nos voltou redondinha na tabela com o biógrafo do mestre, Bob Andelman. Site oficial, aqui.

 Szanowny, do polonês Wojciech Stefaniec é, na nossa opinião, a maior descoberta da Mostra Mundial de Quadrinhos e dessa exposição. Com certeza, um artista que nos empenharemos em divulgar sempre e onde seja possível. Mais um ponto para a sua editora, a Timof.

  O roteirista Pascal Davoz e o desenhista Wyllow tiveram uma idéia 'simples', mas na qual colocaram em prática tudo o que se aprende quando se vive num país onde bons quadrinhos pululam: uma trilogia em que contam a história do chá, do chocolate e do café. O ótimo resultado da dupla francesa tem o selo Clair de Lune e está sendo exibido, na integralidade, no Coxias de Caxias.

 
 O uruguaio Zalozabal nos brinda com uma página de Slum Nation, que está sendo publicada pela grande referência dos quadrinhos alternativos nos EUA, a revista Heavy Metal com publicação em álbuns em 3 idiomas na Europa pela eslovena SAF.
 
 
Notas:
 
a. Nenhum desenhista ou artista completo figurará mais de uma vez.
b. A lei de nosso país nos garante o direito de expor uma (1) página de um artista qualquer, como promoção cultural, no caso de não haver cobrança de ingressos. Ainda assim, o nosso esforço tem sido de conseguir as páginas junto aos artistas, editoras e centros de pesquisa,  diretamente.
c. As páginas não serão publicadas online, com exceção da de Gilmar Fraga, que foi usada para divulgação da mostra
d. home page do Neorama dos Quadrinhos: http://www.neorama.com.br/
e.  indica que o artista está presente na Mostra Mundial de Quadrinhos 
f.  Indica que a página veio com 'autógrafo'  do artista.